Divulgação de blitzes por apps de mobilidade podem afetar a segurança pública
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Divulgação de blitzes por apps de mobilidade podem afetar a segurança pública

  • Foto do escritor: alinechimentilucen
    alinechimentilucen
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Já se tornou hábito. Muitas pessoas, antes mesmo de tirar o carro da garagem, já pegam o celular, abrem seu aplicativo de rotas favorito e só depois iniciam o trajeto. Durante o caminho, recebem informações sobre congestionamentos, acidentes, buracos, veículos parados, divulgação de blitzes e outras situações que podem interferir na viagem. Ao mesmo tempo, também contribuem com novos alertas. Essa dinâmica colaborativa auxilia quem dirige, mas nem toda informação compartilhada produz apenas bons resultados. Assim como trabalhadores e motoristas usam esses aplicativos para encontrar caminhos melhores, criminosos também podem utilizá-los para descobrir quais lugares devem evitar.


Motorista ao volante observa celular no painel com aplicativo de trânsito e opção para relatar policiamento na via.

“A primeira coisa que o criminoso faz assim que entra no carro roubado ou furtado é abrir o aplicativo”, afirma um especialista em recuperação veicular da dr.monitora. Segundo ele, depois do crime, muitas vezes o veículo é levado para um ponto onde permanece estacionado por algum tempo, enquanto os envolvidos continuam nas proximidades, o que torna perigosa qualquer tentativa de recuperação por pessoas não qualificadas. A prática, conhecida como “esfriar” o carro, serve para verificar se existe algum sistema de rastreamento ativo que possa direcionar equipes especializadas até o veículo.


Caso não haja uma resposta rápida, o veículo pode receber placas adulteradas, ser utilizado em outros crimes ou, principalmente, ser levado para um desmanche clandestino, onde será desmontado e suas peças serão vendidas no mercado ilegal. Durante esse deslocamento, ainda segundo o especialista, os criminosos podem recorrer aos aplicativos de trânsito que possuem divulgação de blitzes para evitar vias onde outros usuários informaram a presença policial. Também podem tentar fugir de regiões com câmeras e leitores de placas ligados a sistemas como o Muralha Paulista, que ajudam as forças de segurança a identificar veículos roubados e direcionar equipes para a abordagem.


“Pontuar e divulgar os locais onde tem blitz é um desserviço à segurança pública”, reforça o especialista. Isso porque os pontos de fiscalização não são organizados de forma arbitrária. Eles podem ser definidos a partir de registros de ocorrências, rotas de fuga, circulação de veículos roubados e outros dados estratégicos. Além de fiscalizar documentos, condições do veículo e casos de embriaguez ao volante, uma blitz pode localizar foragidos da Justiça, apreender drogas e armas ilegais e, principalmente, interceptar carros e motos roubados antes que cheguem a um desmanche.


Para quem faz a marcação, o aviso pode parecer apenas uma contribuição aos demais motoristas, porém, não existe controle sobre quem receberá essa informação. O mesmo alerta que chega para uma pessoa tentando evitar alguns minutos de espera pode alcançar alguém dirigindo um veículo furtado, transportando materiais ilegais ou fugindo de uma abordagem. Embora a divulgação isolada de uma blitz não seja automaticamente considerada crime, ela pode comprometer uma operação e favorecer pessoas que estejam praticando um crime.


Por isso, empresas de rastreamento veicular, como a dr.monitora, podem ser um braço a mais para a segurança pública, fornecendo a localização do veículo mesmo antes que ele passe por câmeras ou leitores de placas. Na próxima vez que passar por uma blitz, tenha paciência e não divulgue a localização dos policiais porque essa informação pode ser exatamente o que um criminoso precisa para escapar ileso.


Policiais realizam blitz noturna com cones e abordagem de veículos em uma via urbana.

 
 
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